Queria ter dado a este artigo o título “Corporeidade digital”, pois nele quero falar a respeito de lugar, enquanto categoria mesmo, pertencente ao universo da Filosofia Clínica. Mas esse título é acadêmico demais, então, para brincar um pouco com as palavras, preferi fazer um link com uma situação cotidiana que é marca do nosso tempo e usar o “para comer, clique aqui”, já estendendo para as tantas variações que podem ocorrer, como “para beber, clique aqui”, “para estudar, clique aqui”, para viajar e até para foder, clique aqui. Advirto que não quero afirmar tipologias e que o exercício que proponho é baseado em tomar a geração representada pelos adolescentes de hoje como partilhante, num recorte muito específico que engloba aqueles que, dentre eles, têm acesso mínimo à tecnologia/internet: são eles que vivem, de maneira plena, o ethos expressado nas formas acima. Eu que vos escrevo, também vivencio a mesma realidade, mas não com a mesma intensidade, pois minha geração é de certa ...